quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

3º DOMINGO DA QUARESMA – ANO C


Pensando nas comunidades que somente tem Celebração da Palavra como maneira de um encontro semanal, posto um roteiro de Celebração do site da Revista de Liturgia, (www.revistadeliturgia.com.br) um subsídio que nos ajuda a celebrar bem a Páscoa Semanal. Nesse terceiro domingo da Quaresma, que possamos caminhar mais profundamente na conversão e reconciliação, rumo a grande celebração Pascal, o Mistério Pascal de Nosso Senhor Jesus Cristo, celebrado, vivido e experienciado a cada domingo.



03 de março de 2013 

I Leitura: Êxodo 3,1-8a.13-15
Salmo: 102,1-2.3-4.6-7.8-11 (R.8a)
II Leitura: 1Carta aos Coríntios 10,1-6.10.12
Evangelho: Luca 13,1-9

DOMINGO DA FIGUEIRA ESTÉRIL 

O que segue é um Roteiro de Celebração dominical da Palavra presidida por ministro ou ministra leigo/a (os elementos podem ser úteis também para preparar a celebração eucarística). As leituras indicadas são do Lecionário dominical. Os comentários das leituras são para ajudar a equipe que prepara, não deve ser usada no momento da celebração. Depois do evangelho há uma pequena meditação para ajudar a quem deve fazer a homilia. A oração de ação de graças é um elemento importante, deve ser feita paro quem preside a celebração, nunca pelos cantores. Dentro do roteiro há uma proposta recitada que pode ser substituída pela versão cantada (cf. final deste roteiro): a melodia se em encontra no CD COMEP, ‘Ação de Graças no Dia do Senhor’.

Domingo da figueira estéril

Recebemos de Jesus o mandado de trabalhar pela nossa conversão e de produzir frutos de paz e justiça.
Celebramos a páscoa de Jesus Cristo que acontece em todas as pessoas e grupos que lutam pela justiça no mundo e produzem frutos de paz.
Derramarei sobre vocês uma água pura e serão purificados de todas as faltas. Darei a vocês um novo espírito! (Ez 36,23-26)


CHEGADA
1. Refrão meditativo
É bom confiar em Deus, é bom confiar,
é bom esperar sempre nos Senhor.
RITOS INICIAIS
2. Canto de abertura Senhor, eis aqui o teu povo, H 2, p. 190.
Procissão, levando a cruz e o livro da Palavra.
3. Sinal-da-cruz
Em nome do Pai e do filho e do Espírito Santo. Amém.
4. Saudação
A paz do Senhor esteja com vocês.
Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.
5. Acolhida, sentido da celebração e recordação da vida
O(a) animador(a), com breves palavras acolhe as pessoas, sobretudo as visitantes, introduz o sentido do domingo e convida a assembléia a lembrar fatos marcantes que são sinais da páscoa de Jesus em nossa vida, na comunidade, no mundo.
Alegremo-nos porque a quaresma nos é dada como tempo oportuno para vivermos mais conscientemente a nossa condição de batizados, discípulos e discípulas de Jesus. Que neste domingo da figueira estéril, o Espírito fecunde a Igreja com a sua palavra viva.
6. Ato penitencial
A cruz procissional é colocada em destaque, quem preside faz o convite:
Reconheçamos o nosso pecado e aproximemos da fonte de toda a reconciliação, Jesus Cristo nosso Salvador.
todos se inclinam em oração silenciosa... Quem preside prossegue:
Senhor, pastor do teu povo, que confiaste à tua Igreja o ministério da reconciliação, tem piedade de nós. 
Senhor, tem piedade de nós.
Cristo, Palavra do Pai, que nos chamas a conversão, tem piedade de nós.
Cristo, tem piedade de nós.
Senhor, vida e ressurreição, que nos deste o Espírito para fazer novas todas as coisas, tem piedade de nós.
Senhor, tem piedade de nós.
O Deus de ternura e misericórdia tenha compaixão de nós, perdoe os nossos pecados e nos conduza à vida eterna. Amém.
7. Oração do dia
Ó Deus, fonte de todo bem,
quiseste que dedicássemos este tempo quaresmal
à fraternidade, à oração e à renúncia de nós mesmos. 
Olha a nossa fraqueza
e faze morrer o pecado em nós,
para que sejamos,
por tua misericórdia,
recriados para uma vida nova.
Por Cristo, nosso Senhor. Amém.  

LITURGIA DA PALAVRA

8. Primeira leitura: Êxodo 3,1-8a.13-15
Continuando a fazer memória dos momentos-chaves da história da salvação, escutamos hoje o relato da vocação de Moisés. Perseguido por querer defender seus irmãos escravizados, Moisés refugia-se no deserto e ali recebe de Deus esta revelação.

9. Salmo responsorial- 103(102)    (H 2, p. 68-9)
Cantemos ao Senhor porque é um Deus que sempre ouve o clamor dos fracos e sofredores.

O Senhor é indulgente, é favorável,
é paciente, é bondoso e compassivo.

Bendize, ó minha alma, ao Senhor,
e todo o meu ser, seu santo nome!
Bendize, ó minha alma, ao Senhor,
não esqueças de nenhum de seus favores!

Pois ele te perdoa toda culpa
e cura toda a tua enfermidade;
da sepultura ele salva a tua vida
e te cerca de carinho e compaixão.

O Senhor realiza obras de justiça
e garante o direito aos oprimidos;
revelou os seus caminhos a Moisés
e aos filhos de Israel, seus grandes feitos.

O Senhor é indulgente, é favorável,
é paciente, é bondoso e compassivo.
Quanto os céus por sobre a terra se elevam,
tanto é grande o seu amor aos que o temem.


10. Segunda leitura - 1Coríntios 10,1-6.10-12
Vejamos como Paulo, escrevendo aos coríntios, faz um resumo dos principais acontecimentos do êxodo à luz de Jesus Cristo.

11. Aclamação ao evangelho 
Honra, glória, pode e louvor
A Jesus nosso Deus e Senhor.
Convertei-vos, diz o Senhor,
Porque o reino dos céus está perto.

12. Proclamação do evangelho - Lucas 13,1-9
No contexto da subida de Jesus para Jerusalém, diante do triunfalismo que existia na religião do seu povo, Jesus diz as palavras que vamos ouvir.
O(a) leitor(a), da estante da Palavra,  se dirige à assembleia com esta saudação:
O Senhor esteja com vocês. Ele está no meio de nós.
Fazendo o sinal-da-cruz na fronte, na boca e no peito:
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo...
Glória a vós, Senhor.
Proclama o evangelho e no final da leitura conclui:
Palavra da Salvação. Glória a vós, Senhor.
Beija o livro e o mostra para a assembleia, que se inclina, num gesto de adesão à Palavra.
13. Homilia
Alguns vieram contar a Jesus sobre o massacre ocorrido em Jerusalém com um grupo de galileus num choque com a polícia de Pilatos. Outro fato estava no ar: a morte de 18 pessoas num acidente, quando desabou a torre de Siloé. Jesus procura interpretar os fatos, levando seus ouvintes a repensar a sua própria vida. É inútil procurar nesses acontecimentos marcas de um castigo divino. Jesus aponta para a consciência coletiva do pecado e para a responsabilidade conjunta, chamando todos à conversão. O que é desgraça para uns, seja para outros advertência.
E Jesus, conhecendo a conduta dos chefes religiosos do seu tempo, cheios de hipocrisia, evoca a imagem da figueira estéril. Em Marcos e Mateus, Jesus amaldiçoa a figueira para que ela não produza mais fruto. Lucas transforma este ato profético de Jesus em parábola da paciência e numa chamada à conversão. Como a videira, a figueira pode ser símbolo de Israel, e o fruto refere-se às suas ações. O dado particular da parábola é a intervenção do vinhateiro pedindo tempo ao dono da vinha.
A figueira é imagem do discípulo, chamado a dar fruto, a viver em contínua conversão. O caminho de conversão possui também uma dimensão coletiva e pede uma ação conjunta, como comunidade, como Igreja, como sociedade. Não podemos sustentar a idéia segundo a qual o pobre se torna culpado por ser pobre, ou o doente por ter cometido algum erro em sua vida. Deus não nos quis salvar individualmente, mas como povo (cf. LG 9). A campanha da fraternidade, a cada ano, é um gesto coletivo da Igreja, como resposta à Palavra de Deus.
Na assembléia litúrgica, nós nos reunimos como comunidade para escutar a palavra e repartir o pão. Acolhemos com alegria a revelação que Jesus nos faz de Deus, paciente conosco em seu amor, e pedimos a graça de sermos fecundos no caminho que ele nos propões.

14. Creio
15. Preces
Irmãos e irmãs, neste tempo favorável, elevemos nossas preces ao nosso Deus:
Cristo, filho do Deus vivo, tem piedade de nós.
- Ó Cristo, fonte de salvação e de vida, dá a todas as Igrejas a graça de testemunhar o teu evangelho e de ser para o mundo uma palavra de Paz.
- Ó Cristo, carregaste a cruz com plena consciência da tua missão, ajuda-nos a caminhar contigo, fieis à tua Palavra, em todos os momentos da nossa vida.
- Ó Cristo, foste humilhado sem nunca responder com violência, livra-nos de todo sentimento de vingança e dá-nos a graça de perdoar sempre.
Preces espontâneas... Quem preside conclui:
Senhor Jesus, guia-nos em teus caminhos, tu que vives e reinas pelos séculos dos séculos. Amém.
16. Coleta de bens
É o momento de trazer donativos ou o dízimo para as necessidades da comunidade, enquanto a assembleia canta: escolher no livro de canto.
Terminada a coleta, todos/as se levantam, os/as ministros/as trazem o pão consagrado para o altar. Quem preside, aproximando-se do altar, faz uma breve inclinação e dá início à ação de graças.

Se não houver comunhão eucarística, depois das preces, quem preside se aproxima do altar e dá início à ação de graças.
AÇÃO DE GRAÇAS
17. Convite à ação de graças (a oração que segue pode ser substituída pela versão cantada –no final deste roteiro)
Quem coordena convida a assembleia a dar graças a Deus:
O Senhor esteja com vocês.
Ele está no meio de nós.
Demos graças ao Senhor, nosso Deus.
É nosso dever e nossa salvação
18. Oração  de ação de
Depois prossegue com a oração, intercalando com o canto da assembleia:
É um prazer para nós Pai de bondade, te louvar e te adorar.
Tu nos dás a cada ano a graça de esperar com alegria a santa páscoa.
De coração purificado, entregues à oração e à prática do amor fraterno,
preparamo-nos para celebrar os mistérios pascais,
que nos deram vida nova e nos tornaram teus filhos e filhas.
Glória a ti, Senhor, graças e louvor.
Derrama sobre nós o teu Espírito,
recebe o louvor de todo o universo
e de todas as pessoas que te buscam.
Glória a ti, Senhor, graças e louvor.
Toda a nossa louvação chegue a ti, em nome de Jesus
por quem oramos com as palavras que ele nos ensinou:
Pai nosso... pois vosso é o reino, o poder e a glória para sempre.
19. Abraço da paz
Saudemo-nos, uns aos outros com um sinal de paz e de reconciliação.
Não havendo comunhão, passa-se daqui, para a oração final (n. 21).
20. Rito da comunhão
Quem preside diz:
Relembrando de Jesus que, muitas vezes, reuniu-se com os seus
para comer e beber, revelando que o teu reino havia chegado,
nós também nos alegramos com ele nesta mesa.
E tomando nas mãos o pão consagrado, acrescenta:
Quem vem a mim nunca mais terá fome
e o que crê em mim nunca mais terá sede.
Eis o Cordeiro de Deus, aquele que tira o pecado do mundo!
Senhor, eu não sou digno(a)...
Distribuição da comunhão. Escolher canto de comunhão: Pelo deserto, H 2, p. 172-3; Feliz aquele a quem Deus perdoa, H 2, p. 29.
Silêncio... Quem preside faz a oração do respectivo domingo, no missal, ou no Dia do Senhor, ou a que segue:
21. Oração final
Ó Deus de toda paciência,
alimentaste e saciaste o teu povo
com esta celebração.
Refeitos e sustentados por teu amor,
dá-nos a graça de praticar a palavra que escutamos
e viver profundamente a fé que celebramos,
produzindo frutos estáveis de justiça e paz..
Por Cristo, nosso Senhor. Amém.

RITOS FINAIS
22. Comunicações
23. Bênção
O Deus da paz nos santifique totalmente, guarde-nos em seus caminhos até a páscoa da ressurreição. Amém.
Abençoe-nos, o Pai e o Filho e o Espírito Santo. Amém.
Glorifiquemos a Deus com a nossa vida. Vamos em paz e o Senhor nos acompanhe. Graças a Deus.
________________________

AÇÃO DE GRAÇAS – VERSÕES CANTADAS

AÇÃO DE GRAÇAS – QUARESMA melodia: pecador agora (CD-DS faixa 8)
O Senhor esteja com vocês.
Ele está no meio de nós!
Demos graças ao Senhor, nosso Deus.
É nosso dever e nossa salvação! 
O(a) coordenador(a) canta e a assembleia repete:
1. Para nós é um prazer / bendizer-te, ó Senhor,
celebrar o teu amor / por Jesus teu bem-querer! (bis)
2. Te louvamos, ó Senhor, / pela nossa humana história
que revela tua glória, / teu poder libertador. (bis)
3. Pois o tempo é de graça, / de oração, jejum, partilha,
de seguir Jesus na trilha / de uma cruz que livra e salva! (bis)
4. Bem unidos em Jesus / um só corpo nós seremos,
nossa vida oferecemos / como ele fez na cruz. (bis)
6. Finalmente a nossa boca, / inspirada por teu Filho,
e seguindo o seu ensino, / o teu santo nome invoca: (bis)
T: Pai nosso... pois vosso é o reino, o poder e a glória para sempre.

LOUVAÇÂO - QUARESMA    (CD-DS faixa 10)
O Senhor esteja com vocês. Ele está no meio de nós!
Demos graças ao Senhor, nosso Deus. É nosso dever e nossa salvação! 
É bom cantar um bendito, / Um canto novo, um louvor.
1. Ao Deus do povo oprimido que ouviu do pobre o clamor.
2. Ao Deus que livra seu povo das garras do Faraó.
3. Ao Deus que leva seu povo para uma terra melhor.
4. Pois  Deus mandou-nos seu Filho dos pobres libertador.
5. Jesus por nós deu a vida, a lei maior ensinou.
6. Jesus ‘stá vivo nas lutas do povo trabalhador.
7. Um povo unido e forte bendiz e louva o Senhor.
Quem preside conclui recitando:
Recebe o louvor de todo o universo e a prece que elevamos a ti, com a oração que o Senhor nos ensinou:
Pai nosso... pois vosso é o reino o poder e a glória para sempre.

LOUVAÇÂO - QUARESMA  (CD-DS faixa 12)
O Senhor esteja com vocês. Ele está no meio de nós!
Demos graças ao Senhor, nosso Deus. É nosso dever e nossa salvação! 
Quem coordena canta, e a assembleia repete:
É bom cantar um bendito! Um canto novo, um louvor!
1. Ao Deus que em tempo propício, / sua graça derramou!
2. Ao Deus que ao povo escolhido / tantas vezes perdoou!
3. Ao Deus que aos ninivitas penitentes perdoou!
4. Ao Deus que pelo deserto / o seu Filho sustentou!
5. Ao Deus que mandou seu Filho / feito irmão do pecador! 
6. Jesus de tal pecadora a sentença revogou!
7. Jesus na cruz o ladrão humilhado consolou!
6. Jesus por nós deu a vida / e nos reconciliou!
7. Um povo arrependido / louva e canta ao seu Senhor!
Quem preside conclui, recitando:
Recebe o louvor de todo o universo e a prece que elevamos a ti, com a oração que o Senhor nos ensinou: Pai nosso... 


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