terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

MÚSICA E CANTO NA LITURGIA

"Não a voz e sim a vontade, não o som e sim o amor,
não as cordas e sim o coração...
produzem o louvor que o ouvido de Deus escuta ...
Que a língua sintonize com a alma e a alma se harmonize com Deus"

Escrito na estante do coro da Capela do antigo convento de São Damião, em Assis, onde Santa Clara e suas irmãs cantavam o Oficio Divino


INTRODUÇÃO

Ao recebermos uma visita em casa temos um grande cuidado para que ela não se sinta decepcionada. Escolhemos a melhor comida possível, o melhor lugar, enfim, damos destaque a essa ou a essas pessoas que chegam para partilhar um pouco da vida e da amizade. Regamos este encontro com comidas, músicas e reflexão sobre a vida e os acontecimentos que nos cercam, ou seja, nossa realidade.
Na celebração comunitária, seja Eucaristia ou Celebração da Palavra, esses elementos não são diferentes. Eles se apresentam no canto, na escuta da Palavra e na partilha da mesma bem como na partilha do Pão. Nossa história entra aí, pois não participamos das celebrações desprovidos de nossa realidade, mas vamos com ela e tudo o que nos circunda e nos envolve.
Para que ninguém saia decepcionado da celebração é importante ter critérios para dinamizá-la. Existem muitas maneiras para isso. Hoje vamos nos deter nos cantos e na música litúrgica. E o primeiro passo que vamos ver se trata do critério de escolha dos cantos.


I – CRITÉRIOS PARA ESCOLHA DE CANTOS

Assim como numa festa é feita a escolha cuidadosamente das músicas que serão tocadas, nas nossas celebrações também é preciso seguir este mesmo parâmetro. Seguem algumas dicas para a correta escolha dos cantos.

1.1. Nossas referências, nossas fontes de inspiração...
O ser humano é constitutivamente um ser celebrante, e o ritmo da semana é um dado cultural de inúmeros povos. Todo domingo chega, assim, com sabor de novidade, com apelo ao reencontro da família, da comunidade, na fé, na alegria da esperança, desabrochando no louvor, num "cântico novo". Novo porque brota da vida que é sempre inédita e inspiradora... Porque estamos sempre em processo de morte-ressurreição, em comunhão com Aquele, que, pelo seu Espírito, faz novas todas as coisas, convertendo-nos cada semana.
É importante selecionar bem os cantos para cada celebração. Cabe a cada comunidade escolher, entre as muitas sugestões, o que melhor lhe convém, levando em conta: a experiência concreta de vida, os acontecimentos marcantes de cada semana; os "sinais dos tempos", os apelos que brotam da realidade do povo deste lugar; o momento presente (no Brasil, no mundo); o Mistério de Cristo, desdobrado nas passagens dos textos proclamados a cada semana, cada domingo, cada festa, e prolongado e identificado nas vivências todas da Igreja, seu Corpo...
O Guia Litúrgico Pastoral da CNBB nos aponta algumas dicas importantes para a escolha dos cantos, porém ressaltando a importância do uso dos cantos do Hinário Litúrgico da CNBB, pois esses foram pensados cuidadosamente para que música e ação ritual caminhem juntas formando uma unidade celebrativa.

1.2. Critérios para a criação e escolha do repertório litúrgico
a) Os textos dos cantos sejam tirados da Sagrada Escritura ou inspirados nela e das fontes litúrgicas (d. SC 121); sejam poéticos, evitando explicitações desnecessárias, moralismos, intimismos, chavões;
b) As melodias sejam acessíveis à grande maioria da assembléia, porém, belas e inspiradas;
c) Sejam evitados melodias e textos adaptados de canções populares, trilhas sonoras de filmes e de novelas;
d) Seja levado em conta o tipo de celebração, o momento ritual em que o canto será executado (d. SC 112) e as características da assembléia;
e) Sejam respeitados os tempos do ano litúrgico e suas festas (d. SC 107);
f) Seja considerada a cultura do povo do lugar ( d. SC 38¬40)'
g) Sejam levadas em conta as dimensões comunitária, dialogal e orante nos textos e nas melodias.
Não tem sentido, por exemplo, escolher os cantos de uma celebração em função de alguns que se apegam a um repertório tradicional, ou ainda de outros que cantam somente as músicas próprias de seu grupo ou movimento, nem de outros que querem cantar exclusivamente cantos ligados à realidade sócio-política, se isto vai provocar rejeição de parte da assembléia. Pois todos têm o direito de compreender e participar com gosto, sobretudo os mais desprovidos. É preciso que se pense em todos, e em cada um na comunhão com os demais. Por isso a utilização dos cantos do Hinário Litúrgico onde sua função primeira é a estrita ligação à Palavra anunciada e celebrada em cada Domingo.

1.3. Tempo Litúrgico - A Igreja celebra no Tempo
O Domingo, como um dia especial, Natal e Páscoa, como tempo de festa, são realidades na vida de todas as pessoas, sejam ou não membros da comunidade eclesial. Seguindo a sucessão de dias e noites e o movimento regular do sol, que põe ritmo evidente no nosso universo, o cristão se compraz em celebrar também ritmadamente o mistério de Cristo. O Senhor santificou todo o tempo e, por isso, todos os dias são santificados. Na vida concreta, porém, chamamos de "santos" certos dias e certos tempos em que abrimos mais espaço para celebrar o mistério de Cristo ou algum aspecto da salvação.
A Páscoa e as alegrias de celebrá-la são grandes demais para caberem nos limites de um Domingo. Desde cedo a Igreja passou a consagrar a isso o ano todo, dividindo-o em ciclos: um conjunto de domingos para celebrar a espera da vinda do Salvador, outro para celebrar o Salvador que se manifesta ao mundo; outro dedicado à Penitencia e a conversão preparando para celebrar a Páscoa e um grupo dedicado á Paixão, Morte e Ressurreição de Cristo, que nos envia o Espírito Santo. Entremeando os ciclos do Natal e Páscoa tem-se o Tempo Comum numa longa série de domingos, 34, que revive os ensinamentos de Jesus, nosso Redentor, apontando para o Reino de Deus.
Dessa maneira temos o canto próprio de cada tempo, ou seja, devemos cantar a liturgia do tempo dentro de sua espiritualidade própria.
No Advento, “a Igreja entoa um canto de esperança, àquele que está por chegar, o Príncipe da Paz, o Emanuel, Deus-conosco.” (FONSECA, LM, 2007, p. 201) É um tempo de espera e esperança, que vai preparando nosso espírito para celebrar o Nascimento do Verbo de Deus. As leituras da Sagrada Escritura e os textos das orações já tratam disso. Cabe ao Ministério de Música escolher os cantos apropriados para ajudar na integridade da oração.
No Natal “cantemos o nascimento do Príncipe da Paz, com a euforia dos profetas e evangelistas de todos os tempos”. (FONSECA, LM, 2007, p. 201) A grande revelação do nascimento do Verbo de Deus se dá, primeiramente aos pobres, pois quem acolhe o Filho de Deus no mundo são humildes e simples, pois ele nasce na morado dos animais, e seu primeiro berço é a uma manjedoura, local de colocar alimento aos animais. É tempo de grande alegria. O canto tem de expressar essa dimensão.
Na Quaresma cantemos “a dor que se sente pelo pecado do mundo, que, em todos os tempos e de tantas maneiras, crucifica os filhos de Deus e prolonga, assim, a Paixão de Cristo...”. (FONSECA, LM, 2007, p. 201). A quaresma é um tempo penitencial. A oração convida a reflexão e a perceber os sinais de pecado no mundo e em cada ser humano, ou seja, aquilo que rompe com a graça de Deus na vida. O canto, melodias suaves, deve levar a reflexão.
Na Páscoa do Senhor, “Ressuscitados com Cristo, cantemos sua glória, sua vitória sobre a morte.” (FONSECA, LM, 2007, p. 202). A experiência humana de Jesus na morte, causada pelos poderes opressores e por sua experiência de abandono, não é para sempre, mas para remeter a humanidade à graça de também experimentar a Ressurreição. Nesse tempo o canto expressa a alegria da Ressurreição do Senhor, que também é ressurreição da humanidade.
No Tempo Comum, a comunidade de fé “disfruta de outros aspectos da vida e da missão de Jesus e seus discípulos que não contemplados nos ciclos do natal e da páscoa.” (FONSECA, LM, 2007, p. 202). Os domingos do Tempo Comum dão sabor de uma Páscoa Semanal. É a pregação de Jesus sobre o Reino de Deus. Cada domingo o tema difere. As equipes que pensam a celebração precisam estar atentas para os cantos estarem em sintonia com o tema e o mistério celebrado.
Além disso, o calendário Litúrgico oferece as festas e solenidades. Deve-se ter especial atenção nessas celebrações para não realçar mais que Cristo e seu Mistério Pascal, o padroeiro ou padroeira da comunidade.


II – MINISTÉRIOS E SERVIÇOS DO CANTO

No processo musical dentro da Liturgia existem funções bem distintas que ajudam a entender, vivenciar e adentrar no ministério celebrado. Eis algumas.

2.1. Animador ou solista
É importante a participação de duas pessoas adequadamente preparadas para o papel de solistas a fim de apoiar e dirigir o canto, animar a assembléia, principalmente em lugares onde nem um pequeno grupo de cantores pode ser formado. Os animadores, com sua sensibilidade e criatividade, devem encontrar a expressão corporal mais adequada a cada tipo de canto, provocando a assembléia, com naturalidade e simplicidade, a expressar-se com gestos, palmas e dança, em certos momentos da celebração.

2.2. Salmista
É importante valorizar a função do Salmista, com seu ministério específico. O Salmista canta o texto principal, cabendo à assembléia responder com o refrão. Algumas normas que o salmista deve observar:
• Uma formação bíblico-litúrgica: aprofundar o sentido literal e cristológico dos salmos; estudar cada salmo em sua relação com a primeira leitura e com o projeto de salvação de Deus.
• Uma formação espiritual: saber orar com o salmo, saboreá-lo como Palavra de Deus para nossa vida atual; saber cantar de forma orante
• Uma formação musical: saber usar a voz de forma adequada, com boa dicção; se for o caso, até saber ler uma partitura sim¬ples; aprender as melodias dos salmos de resposta; saber en¬trosar-se com os instrumentos musicais que eventualmente acompanham o canto do salmo.
• Uma formação prática: saber manusear o Lecionário e o "Hiná¬rio Litúrgico"; saber em que momento subir à estante; como comunicar-se com a assembléia; como usar o microfone; co¬nhecer os vários modos de se cantar o salmo.


As melodias para salmo são próprias. Para quem tem acesso a internet um ótimo site, com melodias adequadas para se cantar salmos, além das que vem nos CDs da Paulus é: www.cantemos.com.br

2.3. Coral
É função ministerial do coral: enriquecer o canto do povo, com maiores possibilidades de variar os textos e melodias. Dar um colorido mais próprio a cada celebração do ano litúrgico, favorecendo ao povo uma vivência mais intensa da diversidade do ministério cristão. Guiar e sustentar as vozes do povo. A atuação do coral não deve inibir o canto do povo, transformando-o em mero ouvinte. O coral “nada mais é do que uma porção da assembléia dos fiéis que, em nome e em função dela mesma, desempenha um papel litúrgico particular. Se melhor lugar é próximo a assembléia, não de costas para ela, voltado para o altar, à direita ou à esquerda, em lugar visível e cômodo, fora do presbitério.” (FONSECA, 2008, p. 22).

2.4. Instrumentistas
Assim como a voz, o instrumento musical, como prolongamento da ação humana, não pode ser classificado como sacro ou profano. Os documentos da Igreja abriram espaço para urna inculturação dos instrumentos musicais, levando-se em conta o gênio, a tradição e a cultura de cada povo, integrando-se à liturgia e ao contexto no qual se insere a comunidade celebrante. O recurso de "fundo musical" é inoportuno durante a proclamação das leituras e durante a oração eucarística. Quando acompanha o canto, não deve abafar as vozes. As introduções soladas são adequadas para facilitar a entrada uniforme dos cantores e da assembléia.
Muitas vezes participamos de celebrações que mais parecem shows porque o grupo de cantos não está nem aí com a assembléia. Para eles o povo nada mais é de que mero espectador que vem para assistir seu show. As vozes são estridentes que doe o ouvido. Os instrumentos, nem falar! E o pior, quando tem bateria, como diz o dito popular: é um Deus nos acuda.
Os instrumentos são ótimos para ajudar na sacramentalidade do canto, porém jamais devem se sobressair a voz humana, pois “a sacramentalidade da voz humana está acima de qualquer aparato externo[...].”(FONSECA, 2008, p. 29)
Para que o canto seja bem dinâmico e com voz suave que envolva todo o ser precisamos de algumas técnicas. Eis o nosso próximo passo.


III – TÉCNICAS DE: VOZ / USO DO MICROFONE / SOM

Quando participamos de uma celebração em que o grupo de cantos, ou ministério de música, ou coral, canta suave, a música entoada cala profundamente no coração e faz refletir. Ao contrário quando o canto é estridente e, alto. Para isso algumas dicas.

3.1. Voz
Animadores, solista e salmistas, devem observar cuidadosamente a pronúncia e comunicação, altura adequada, com naturalidade sem forçar a voz, prever as pausas para respiração. Quando houver aperfeiçoado sua técnica vocal, cuidar da expressão e interpretação, para tornar os textos orantes.

3.2. Microfone
Onde o uso do microfone se faz necessário, guardar a correta distância, direcionar a voz para que não se desvie. Cuidar da respiração.

3.3. Som
Na medida do possível providenciar equipamentos de boa qualidade de som. A boa comunicação é muito importante.

3.4. Técnicas vocais
É importante antes de cantar fazer, no mínimo, 20min de técnicas de voz e respiração. Vamos agora fazer algumas para perceber o quanto isso é importante, pois essas técnicas ajudam a aquecer a voz, principalmente para quem canta pela manhã, que é o pior horário para se cantar.

IV – A SEQÜÊNCIA DA CELEBRAÇÃO

Diz Ione Buyst: “uma celebração sem canto é considerada uma celeração “morta”, “apagada”, “desanimada”. O canto[...] tem o poder de unir as pessoas.” (BUYST, 2007, LM, p. 192).
Na Sacrossantum Concilium, nº 112, reza: “a música apropriada a Liturgia é aquela que está mais intimamente integrada à ação liturgica e ao momento ritual ao que ela se destina.” (FONSECA, 2007, LM, p. 198)
Quando se pensa a música de acordo com o mistério celebrado se tem uma unidade na celebração e não se mata a ação ritual. As vezes passamos por situações assim: quero escolher este canto por que gosto e acho bonito, porque é do meu movimento, por que fala de política...
Vejamos o que diz o Diretório Pastoral Litúrgico-Sacramental da Arquidiocese de Belo Horizonte, nas orientações pastorais quanto à escolha dos cantos: “é importante e indispensável, na escolha dos cantos, obediência ao critério litúrgico, e não a predominância de gostos pessoais, de grupos ou movimentos, a fim de que o mistério de Cristo seja sempre central.” (DPLS, nº55, 2007, p.35)
Para evitar isso o Hinário Litúrgico da CNBB oferece os cantos de acordo com o Mistério celebrado a cada Domingo e a cada Tempo. Textos dos cantos ligados a Liturgia da Palavra evitando somente uma parte da assembléia se sinta incluída e a outra, automaticamente, excluida. Passaremos agora a ver cada parte com seus respectivos cantos. Para o estudo seguinte, de cada parte da celebração, tomaremos por base os cantos do 25º Domingo do Tempo Comum.

4.1. Canto de Abertura
Este canto, inserido nos ritos iniciais, tem como função “[...] criar comunhão. Seu mérito é de convocar a assembléia e, pela fusão das vozes, juntar os corações no encontro com o Ressuscitado.” (CNBB, nº 79, p. 135-136). Este canto tem de deixar a assembléia num estado de ânimo apropriado para a escuta da Palavra de Deus.
A vantagem de o povo responder com um refrão (cantado de cor) a alguns versos, entoados por um cantor ou grupo de cantores, é a de os fiéis, mais livremente, poderem olhar para a procissão de entrada. Simplesmente alguém da equipe indica o número do canto e automaticamente a procissão de entrada avança. É o canto que “introduz o mistério que será celebrado.” (FONSECA, 2007, p. 15)
Seria interessante a equipe de canto chegar minutos antes e ensaiar com o povo ao menos o refrão. Na Instrução Geral ao Missal Romano, ao falar do canto de Entrada ou abertura diz: “o canto é executado alternadamente pelo grupo de cantores e pelo povo, ou pelo cantor e pelo povo, ou só pelo grupo de cantores.” (IGMR, p. 37). Isso finaliza aquela idéia de que sempre o povo tem de cantar tudo. Quando possível sim, quando não apenas o refrão.
Não se pode ignorar de hipótese alguma a função desse canto, pois “a assembléia assim reunida é sinal sacramental da Igreja, corpo místico de Cristo, e estará preparada para escutar a palavra e participar da mesa eucarística.” (FONSECA, 2007, p. 15). Veja a importância do canto de abertura estar em sintonia com o mistério celebrado. É ele que abre a celebração convidando para a constituição da assembléia na reunião comunitária que celebra o Mistério Pascal de Jesus Cristo.
Tendo como exemplo os cantos do 25º Domingo do Tempo Comum, tmaremos também as leituras desse domingo para perceber o quanto é importante a unidade entre canto e Palavra proclamada, entre canto e mistério celebrado. Quando a celebração caminha na unidade a sensação de renovação é muito grande. Por isso equipe de música, equipe de liturgia, bem como equipes de celebração devem se empenhar no máximo para esse elemento estar presente.


Eu sou a salvação do povo meu,
Do povo meu, quem diz é o Senhor.
Se o povo por mim clama, seu Deus serei
E ouvirei pra sempre o seu clamor

1. Quem confia no Senhor,
É qual monte de Sião:
Não tem medo, não se abala,
Está bem firme no seu chão.

2. As montanhas rodeiam
A feliz Jerusalém
O senhor cerca seu povo,
Para não temer ninguém.

3. Venha a paz para o teu povo,
O teu povo de Israel.
Venha a paz para o teu povo,
Pois tu és um Deus fiel!

4. A mão dura dos malvados
Não esmague as criaturas,
Para os justos não mancharem
Suas mãos em aventuras.


4.2. Rito Penitencial
Este rito visa educar-nos para o senso do pecado pessoal e social, como também do ministério da reconciliação de toda a Igreja. Assim, sua função não pode ficar reduzida a uma moralização ou acusação.
O Kyrie “é uma aclamação suplicante a Cristo-Senhor [...]. É o Canto da assembléia reunida que invoca e reconhece a infinita misericórdia do Senhor.” (FONSECA, 2007, p. 18). Sua função é ir “ao encontro daqueles e daquelas que ao defrontar-se com a Divina Presença” (CNBB, nº 79, 2002, p.131), se reconhecem pecadores e necessitados da misericórdia do Senhor. Que bonito sentir que o Senhor, tende piedade de nós leva a assembléia reunida a fazer a experiência da limitação humana, mas, acima de tudo, e mais forte a experiência da misericórdia Divina que renova e purifica. Se o canto do Kyrie não cumpriu essa missão, então não foi entoado corretamente. O ministério de música deve ter muita atenção a isso.
Uma simples fórmula para ser cantada por um solista e repedida pela assembléia pode ser:

Solo: Senhor, tende piedade de nós!
Ass.: Senhor, tende piedade de nós!

Solo: Cristo, tende piedade de nós!
Ass.: Cristo, tende piedade de nós!

Solo: Senhor, tende piedade de nós!
Ass.: Senhor, tende piedade de nós, de nós!

4.3. Hino de Louvor
O Hino de Louvor, que é um hino antiqüíssimo, iniciando-se com o louvor dos anjos na noite do Natal do Senhor, desenvolveu-se antigamente no Oriente, como homenagem a Jesus Cristo. Não constitui uma aclamação trinitária.
O Hino de Louvor é “um hino doxológico (de louvor/glorificação) que canta a glória do Pai e do Filho. Porém o Filho se mantém no centro do louvor da aclamação e da súplica.” (FONSECA, 2007, p. 19). Conclui-se, então, que o Hino de Louvor não é aclamação trinitária. Pode ser dividido em três partes: “o canto dos anjos na noite do nascimento de Cristo [...]; os louvores a Deus Pai [...]; e os louvores seguidos de súplicas e aclamações a Cristo. [...] Termina com um final majestoso, incluindo o Espírito Santo.” (FONSECA, 2007, p. 1819-20). Esta inclusão não representa nenhuma aclamação a Trindade. O Espírito Santo aí está relacionado com o Filho que recebe os louvores e as súplicas.
É recomendável executar as frases do Hino de Louvor alternadamente, em dois grupos (homens-mulheres, solista-povo...). A Liturgia não utiliza este hino nos tempos litúrgicos do Advento e da Quaresma, certamente pelo fato de um hino festivo não sintonizar com um tempo penitencial. É bom que seja cantado. “Se não for cantado,deve ser recitado por todos, juntos ou alternadamente.” (IGMR, nº 31, p. 38). Eis um exemplo de Hino de Louvor.


1. Glória a Deus nos altos céus,
Paz na terra a seus amados
A vós louvam, Rei celeste,
Os que foram libertados

2. Deus e Pai, nos vos louvamos,
Adoramos, bendizemos;
Damos glória ao vosso nome,
Vossos dons agradecemos!

3. Senhor nosso, Jesus Cristo,
Unigênito do Pai,
Vos de Deus Cordeiro Santo,
Nossas culpas perdoai!

4. Vós, que estais junto do Pai,
Como nosso intercessor,
Acolhei nossos pedidos,
Atendei nosso clamor!

5. Vós somente sois o Santo,
O Altíssimo, o Senhor,
Com o Espírito divino,
De Deus Pai no esplendor!
Amém, amém, amém, amém, amém!
Amém, amém, amém, amém, amém!


4.4. Refrão meditativo
Este refrão é cantado antes da Proclamação da I Leitura para criar o silêncio necessário para a escuta, sem a necessidade de animação. Deve ser cantado várias vezes alternando em voz baixa e alta terminando bem baixo, se possível com um sussurro da melodia, para que a assembléia possa sentir todo o seu ser silenciar. Quando esse silêncio estiver formado, o leitor proclama a I Leitura.


Shemá, Israel, Adoani Elohenu, Adonai eahd!(bis)
Shemá, Israel, Adoani Elohenu, Adonai eahd!
Shemá, Israel, Adoani Elohenu, Adonai eahd!

Escuta, Israel, o Senhor é nosso Deus, um é o Senhor! (bis)
Escuta, Israel, o Senhor é nosso Deus, um é o Senhor!
Escuta, Israel, o Senhor é nosso Deus, um é o Senhor!

4.5. Salmo Responsorial
Para a Liturgia da Palavra ser mais rica e proveitosa, há séculos um salmo tem sido cantado como prolongamento meditativo e orante da Palavra proclamada. Ele reaviva o diálogo da Aliança entre Deus e seu povo. Deve ser proclamado ou cantado do Ambão, preferivelmente na forma dialogada. O Salmo é um texto bíblico integrado na liturgia da Palavra e por isso não deve ser trocado. Faz parte do conjunto das leituras.
Muitas equipes pensam que o Salmo é uma simples leitura a mais na Liturgia da Palavra. Os Santos Padres da Igreja, no século II, “consideraram o Salmo Responsorial como uma “leitura” cantada.” (FONSECA, 2007, p. 25). E não só os Padres falaram da importância do Salmo cantado. “Santo Agostinho (no século V) fala com certa eloqüência em suas homilias do valor do salmo cantado durante a Liturgia da Palavra.” (FONSECA, 2007, p. 18). Como se percebe o canto do salmo na Liturgia não é uma invenção da Equipe de Pastoral Litúrgica ou Equipes de Celebração, mas é um dado histórico e antigo. Preservar essa tradição enriquece cada vez mais as celebrações e não é enfeite.
Além desses elementos o Salmo é uma resposta da comunidade a Palavra ouvida, ou seja, à primeira leitura. “[...] por dois motivos: porque é cantado em forma dialogal entre salmista e assembléia e porque é escolhido para responder à Palavra de Deus proclamada, prolongando assim seu sentido teológico-lirtúrgico e espiritual. (FONSECA, 2007, p. 26). Portanto, cuide-se nas celebrações que o Salmo seja cantado.



O Senhor está perto da pessoa que o invoca.

1. Todos os dias haverei de bendizer-vos
Hei de louvar o vosso nome para sempre.
Grande é o Senhor e muito digno de louvores
E ninguém pode medir sua gentileza.

2. Misericórdia e piedade ó Senhor,
Ele é amor, é paciência, é compaixão
O Senhor é muito bom para com todos
Sua ternura abraça toda a criatura.

3. É justo o Senhor em seus caminhos,
É santo em toda a obra que ele faz.
Ele está perto da pessoa que o invoca,
De todo aquele que o invoca lealmente.


4.6. Aclamação ao Evangelho
A aclamação "Hallelu-Jah" (Louvai ao Senhor!) que tem sua origem na liturgia judaica, ocupa lugar de destaque na tradição cristã. Sempre foi a expressão de acolhimento solene de Cristo, que vem a nós por sua palavra viva, sendo assim manifestação da fé nesta presença atuante do Senhor.
No dia-a-dia muitas aclamações acontecem. Quando o time preferido faz um gol ou ganha um campeonato; na participação de um show; na conquista de um título, na visita de alguém importante; etc. Durante a liturgia cristã vários são os momentos de aclamação. A referida aqui é a do Evangelho. É uma introdução, preparando a assembléia para o que será proclamado. “Em outras palavras, o canto que precede a Proclamação do Evangelho nada mais é do que um “viva” pascal ao verbo de Deus, que nos tirou das trevas da morte, introduzindo-nos no reino da vida.” (FONSECA, 2007, p. 32). No entanto deve-se tomar cuidado com o Aleluia nos tempos do Ano Litúrgico que se pede para não cantar. Nesse tempo canta-se um verso aclamativo da Sagrada Escritura (por exemplo, Mt 4,4) ou uma doxologia do Novo Testamento (por exemplo, 1Tm 6,16 ou 1Pd 4, 11 ou Ap 1,6). (CNBB, 2002, nº p. 128). Este é mais um motivo para não escolher tudo de última hora.

Aleluia, Aleluia, Aleluia, Aleluia!(bis)

Vem abrir nosso coração, Senhor,
Ó Senhor, abre o nosso coração,
E, então, da palavra do teu Filho,
Vamos ter, ó Senhor, compreensão!


4.7. Apresentação das Oferendas (Facultativo)
Muito cuidado com a nomeação desse canto. Algumas vezes se escuta falar – depois de um comentário que mais parece uma homilia explicando todos os símbolos que entram – o canto de ofertório será o número tal. Esse momento é chamado de Preparação das Oferendas. É um rito que “tem um caráter mais funcional, ou seja, neste momento são preparadas a mesa e as oferendas para o grande ofertório que acontecerá durante a oração eucarística.” (FONSECA, 2007, p. 34). Agora acontece a procissão das oferendas nas comunidades que tem o costume de realizá-la.
Em grau de importância, não tem a importância primeira no rito da liturgia eucarística. No entanto se a equipe quiser “um canto que combine com o momento ritual da preparação e apresentação dos dons, devemos ter bem claro que este canto tem com principal objetivo criar um ambiente de alegria, de partilha e de louvor.” (FONSECA, 2007, p. 34). O que muitas vezes acontece nesse canto é a preocupação que na letra estejam contidas as palavras pão e vinho. Aliás, são muitos os cantos que contém essas duas palavras. A maioria não é apropriado pois fala de ofertório. “[...] o texto do canto [...] não precisa falar [...] de pão e de vinho e muito menos de oferecimento ou oblação.” (FONSECA, 2007, p. 34). Aí está o fim do mistério que rondava as equipes de canto. Para a escolha desse canto tem de se levar em conta letra e a teologia. Prestemos atenção no que segue.


1. As mesmas mãos que plantaram a semente aqui estão
O mesmo pão que a mulher preparou aqui está
O vinho novo que a uva sangrou jorrará no nosso altar!

A liberdade haverá, a igualdade haverá
E nesta festa onde a gente é irmão
O Deus da vida se faz comunhão! (Bis)

1. Na flor do altar o sonho da paz mundial
A luz acesa é fé que palpita hoje em nós
Do livro aberto o amor se derrama total no nosso altar!

3. Benditos sejam os frutos da terra de Deus
Benditos sejam o trabalho e a nossa união
Bendito seja Jesus que conosco estará além do altar!



4.8. Santo, Santo, Santo...
E agora, é rezado ou cantado? Eis o dilema! Qual a melhor opção? E ainda. Qual é a letra mais indicada para o Santo? Quantas perguntas para um mesmo canto e, por sinal, tão pequeno. O canto do Santo faz parte de uma aclamação durante a celebração eucarística e vem logo após o prefácio, onde o presidente convida a assembléia a juntar a voz para junto com os anjos e os santos entoar o louvor ao Senhor.
Começando a responder às perguntas. “A instrução Musicam Sacram (1967) buscando reforçar o sentido teológico-litúrgico do convite do presidente feito a assembléia no final do prefácio, recomenda que o Santo, seja habitualmente cantado por todo o povo juntamente com o sacerdote.” (FONSECA, 2007, p. 41). Com isso estão claras duas coisas. Primeira: é cantado. Segunda: que todo o povo cante. Não somente o coro ou o ministério de música, mas a assembléia, pois o convite é juntamos e não juntais. Aqui estão respondidas as duas primeiras perguntas.
A terceira se refere a letra. É constituído de duas partes: “a primeira parte Santo, Santo, Santo, Senhor Deus do universo, o céu e terra proclamam vossa glória..., reproduz o louvor celeste dos Serafins conforme o relato de Isaías 6, 3 [...]. a segunda parte: Bendito o que vem em nome do Senhor..., expressa o brado de triunfo do povo de Deus que acolhe e aclama o Messias, o Salvador.” (FONSECA, 2007, p. 41).
Esta é a letra do Santo. Não existe outra. Algumas composições mais recentes são simplesmente para ouvir e cantar, mas não serve para canto de Santo na missa. Para missa é essa letra descrita acima, inspirada na Sagrada Escritura. O Santo deve ser simples e sem adulteração.

Santo, Santo, Santo, Senhor Deus do universo!
O céu e terra proclamam a vossa glória.
Hosana nas alturas!
Bendito o que vem em nome do Senhor!
Hosana nas alturas!

4.9. Cordeiro de Deus
O Cordeiro tem uma particularidade especial. O bom seria que tivesse um solista que cantasse a primeira parte e a assembléia respondesse a segunda. “O “Cordeiro de Deus” é uma prece litânica. Após cada invocação entoada pelo(a) cantor(a), a assembléia responde com o “tende piedade de nós” e no final com o “daí-nos a paz” (FONSECA, 2007, p. 58). Outra coisa importante a ser destacada no canto do Cordeiro é de que enquanto estiver sendo feita a fração do pão canta-se o tende piedade de nós. Somente quando terminar a fração é cantado o dai-nos a paz.
Cantamos o Cordeiro na missa, mas de onde vem essa imagem? “A imagem do Cordeiro é eminentemente bíblica: João Batista nos apresenta Jesus como o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo. Recorda-nos o cordeiro Pascal da nova e eterna aliança – Cristo – que foi imolado.” (FONSECA, 2007, p. 58). Ouvimos a Palavra, nos alimentamos dela e agora é chegada a hora de nos alimentarmos do Pão Vivo. É Cristo que se reparte para o fortalecimento do caminhar cristão, com o compromisso do Reino de Deus.

Solo: Cordeiro de Deus,
que tirais o pecado do mundo.
Todos: Tende piedade de nós!
Solo: Cordeiro de Deus,
que tirais o pecado do mundo.
Todos: Tende piedade de nós!
Solo: Cordeiro de Deus,
que tirais o pecado do mundo.
Todos: Dai-nos a paz!

4.10. Canto de Comunhão

Uma grande dificuldade encontrada no canto de comunhão é no sentido que muitas composições falam de um subjetivismo excessivo. Deve-se tomar cuidado a esse respeito. Equivocadamente entoamos canto individual – e, pior ainda, sem sentido teológico – para expressar um ato comunitário. O Missal Romano é muito claro quanto a isso. No nº 56 letra i reza: “enquanto o sacerdote e os fiéis recebem o Sacramento, entoa-se o canto da comunhão que exprime, pela unidade das vozes, a união espiritual dos comungantes demonstra a alegria dos corações e torna mais fraternal a procissão dos que vão receber o corpo de Cristo.” (IGMR, 1992, p. 45).
Além desses elementos é importante destacar “que o canto de comunhão, na medida do possível, esteja em consonância com o evangelho proclamado em cada celebração.” (FONSECA, 2007, p. 60). Isso serve para mostrar a unidade existente em toda a liturgia. O que nos alimentamos na Palavra, torna-se agora presente no alimento do Corpo e Sangue de Cristo. Mais uma vez o alerta: não precisamos quebrar a cabeça quanto a escolha dos cantos. Os Hinários Litúrgicos da CNBB tem os cantos apropriados para cada tempo:


Quem são, quem são, quem serão, no fim,
Do Reino teu os herdeiros? ...
Senhor, já nos ensinaste:
"Os últimos são primeiros!"
/: E vice-versa, os de frente
No Reino são derradeiros! :/

SALMO 103(102)

1. Bendize, minh'alma, o Senhor!
Seu nome seja louvado!
Minh'alma, louva o Senhor,
Por tudo que me tem dado!
Me cura as enfermidades
E me perdoa os pecados.

2. Me tira da triste morte,
Me dá carinho e amor.
Com sua misericórdia
Do abismo ele me tirou,
E, como se eu fosse águia,
Vem renovar o meu vigor.

3. Consegue fazer justiça
A todos os oprimidos.
Guiou Moisés no deserto
A Israel escolhido.
Tem pena, tem compaixão
E não se sente ofendido.

4. Distância da terra ao céu,
Medida do seu amor.
Distância poente ao nascente,
As nossas faltas vai pôr.
Qual pai que tem dó dos filhos,
De nós tem pena o Senhor.

6. Conhece nossa fraqueza,
Que somos como poeira.
A nossa vida é uma planta,
Uma pobre erva rasteira:
O vento vem e a desfolha,
Já não se sabe onde era.

7. O amor de Deus aos que o temem
Se mostra em cada momento.
Também, a sua justiça
Proteje eternamente
A quem se apega à aliança
E cumpre seus mandamentos.

8. Firmou no céu o seu trono
E ao mundo vai dominar.
Seus anjos cantam sua glória
E fazem o que ele mandar.
Que a terra e todos os homens
Comigo o venham louvar!



4.11. Canto Final ou de Despedida (Facultativo)
Deve haver canto final? Normalmente não tem sentido. A reforma conciliar pôs o "Ide em paz" como última fórmula da celebração, e seria ilógico um canto neste momento, pois a assembléia está dispensada. O ideal seria o próprio "Ide em paz", ou fórmula que lhe corresponda, ser cantado pelo diácono ou cantor e respondido pelo canto da assembléia que se vai. Durante a saída do povo, o mais conveniente seria um acompanhamento de música instrumental. Se em alguma ocasião parecer oportuno um "canto final", por exemplo, o hino do Padroeiro na sua festa, ou um hino em honra da Mãe do Senhor em alguma de suas comemorações, que ele seja cantado com a presença de todos, logo após a bênção, antes do "Ide em paz".


CONCLUSÃO

O caminho percorrido neste texto foi de como se organizar a ação litúrgica a partir do canto na celebração. Com isso somos capazes de começar a pôr em prática o que aqui aprendemos. Pois, “a música e o canto só cumprirão plenamente sua função ministerial quando estiverem intimamente ligados à liturgia e ao momento ritual ao qual eles se destinam. Dessa maneira, canto e música são parte integrante da ação litúrgica.” (FONSECA, 2007, p. 64).
Portanto, liturgia é vida e vida é liturgia. Vamos tornar nossas celebrações cheias de vida com a vida presente na liturgia e a liturgia presente na vida. Aos poucos vamos nos organizando para que possamos atingir a unidade. Resta-nos a dizer: mãos a obra, que o trabalho está apenas começando.


VII – REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ZAVARES, Maria de Lourdes. Liturgia, o que é mesmo? In: CONFERÊNCIA NACIONAL DOS BISPOS DO BRASIL. Liturgia em Mutirão. Subsídios para a formação. Brasília, edições CNBB. 2007.

CAMPOS, José Freitas. Liturgia: serviço do povo e para o povo de Deus. São Paulo: Paulinas, 1987, 8ª edição.

SACROSANTUM CONCILIUM, nº 10. In: Compêndio do Vaticano II, Petrópolis, RJ, Editora Vozes, 1978.

CONFERÊNCIA NACIONAL DOS BISPOS DO BRASIL. Guia Litúrgico-Pastoral. Brasília, edições CNBB. 2ª Ed.

BUYST, Ione. O Espírito canta em nós. In: Liturgia em Mutirão: subsídios para a formação. CONFERÊNCIA NACIONAL DOS BISPOS DO BRASIL. Liturgia em Mutirão. Subsídios para a formação. Brasília, edições CNBB. 2007.

FONSECA, Joaquim. O canto e música no tempo do ano Litúrgico. In: Liturgia em Mutirão: subsídios para a formação. CONFERÊNCIA NACIONAL DOS BISPOS DO BRASIL. Liturgia em Mutirão. Subsídios para a formação. Brasília, edições CNBB. 2007.

________________ Quem canta? O que cantar na liturgia? São Paulo: Paulinas, 2008.

________________ Cantando a Missa e o Ofício Divino. São Paulo: Paulus, 2007. 3ª Ed.

CNBB. A música litúrgica no Brasil. São Paulo: Paulus, 1999. (Estudos da CNBB, nº 79).

FONSECA, Joaquim. Cantando a Missa e o Ofício Divino. São Paulo: Paulus, 2007. 3ª Ed.

CNBB. A música litúrgica no Brasil. São Paulo: Paulus, 2002, 4ª Ed. (Estudos da CNBB, nº 79)

Igreja Católica de Belo Horizonte. Diretório Pastoral Litúrgico-Sacramental. Belo Horizonte: FUMARC, 2007.

2 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. Muito bem fundamentado seu artigo irmão.
    Sabes, antes de termos conhecimentos sobre a função dos cantos na Celebração, tudo é válido e, optamos, principalmente, por aqueles que são festivos, animados, que faz o povo "se mexer", bater palmas, não aquerendo dizer que isso não seja importante... Não levamos em conta o tempo litúrgico,nem tão pouco os "princípios biblico" que nestes devem ter correlacionando com o mistério celebrado.
    Hoje, pensamos diferente. Procuramos da sentido ao mistério celebrado nas escolhas adequadas dos cantos.
    Mais deixo aqui uma pergunta para refletirmos juntos: será que nossas comunidades têm conhecimentos da função e da importância dos cantos adequados nas Celebrações?
    Ir. Renildo Brito, ms.

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